Arquivo para Novembro, 2008

Caos…

Postado em July em Sexta-Feira Novembro 28, 2008 por July
ironic
Essa confusão que tem me atormentado a dias, meses, e ruma a um ano…
Esse descompasso de passos, de sentimentos, de ações, de palavras de reações…
Essa instabilidade que me aflige, e ao mesmo tempo rege minha vida…
Essa insegurança, de quem não sabe onde pisar, porque se vê sem chão, sem caminho a trilhar…

 

Não é de hoje que sou assim, mas a cada dia que se segue, sinto que isso piora, como uma doença sem cura que tende a impregnar-me e transformar-me no meu maior medo.
Medo de não ser / ter nada!
Dentro dessa confusão de pensamentos que rodam em segundos minha mente, me perco!
Já não sei se o amo, se o odeio, se o mando embora, ou se sinto saudades!

 

Faço planos, de seguir em paz e só, e dentro da minha verdade é exatamente isso que quero!
E o que me impede então?
Sinto aquela vontade de falar, de ver, sentir, tocar, respirar…
Conscientemente sabendo que de verdade não queria mais, e como pode esses quereres serem tão opostos?!

 

Não pode, não são!
Não sei!

 

Quis deixar de pensar, de tentar entender o porque das coisas…
Quis guiar-me pelos meus sentimentos e momentos…
Continuei perdida…
Um pouco menos entristecida… talvez…
Mais forte… com certeza…

 

Já não sei o que pensar…
Só sei que não quero pensar…
Que quero deixar acontecer… sem premeditar meus próprios sentimentos…
Livrar-me dessa aflição… ansiedade que consome minha mente, alma e coração…
Desfazer-me de tudo isso, e até quem sabe de ti…

 

Seguir… sozinha…
Sem destino….
Apenas seguir.

Criação

Postado em July em Quarta-feira Novembro 19, 2008 por July
pointofinsanity
Esquecer-te…
Tão difícil, tão distante, tão complicado…
É lutar contra meus próprios sentimentos, contra minhas lembranças, contra meus anseios, contras as minhas esperanças infundadas, contra tudo aquilo que sonhei, é encarar a verdade, encarar-te, face a face e descobrir que não és o que quis que fosse, e perceber que criei um monstro!

Criei algo que não és, e que não consigo aceitar-te e quero-te a todo instante, mas não és tu que quero, é um outro alguém que achei que fosses, que senti que fosses, que as vezes reluto em ver, o que é cristalino diante de meus olhos!

Luto contra tudo que sou e penso, por ti…

E por qual motivo?

Para ter-te por alguns instantes, em memórias, em falsas promessas… em lágrimas…

Já não é amor, não é obsessão, é inconformidade, incompreensão…É a sensação do abandono… da perda do que nunca tive, é nada mais do que tudo que criei…E não consigo destruir!