Reflexões…

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Quando mergulhamos no caos, nas nossas insanidades, nos pensamentos mais conturbados, lembramos de tudo que nos levou até o presente momento.
De cada pessoa que passou por nós, de cada situação, de cada frase dita, de cada olhar…
Esse misto de nostalgia e liberdade, traz a tona a confusão.
Percebemos o quanto somos vulneráveis a breve sentimentos;
O quanto o orgulho nos remete a sensações angustiantes…
Por um momento difícil vemos naquilo passou a solução, porque não voltar a ser como era?
Mas num momento seguinte, percebemos que nada é sustentável, e que não foi e não será!
Buscar soluções nas antigas experiências não é de muito apreço, pois as mudanças já foram feitas, incorporadas o que resta são lembranças nostálgicas, que emergem sensações que eu não gostaria mais de sentir.
Trazem a boca o gosto amargo, de toda uma vida… a cada suspiro vejo algo que me cativa e em seguida desmoronar, como um dia já o fez.
Penso, penso, penso…
E não concluo, talvez não haja uma conclusão…
É preciso viver, sentir, aprender a lidar com cada situação…
Mas é tão difícil as vezes, é tão doloroso… abrir as velhas feridas que nunca cicatrizaram.
É como fechar-me para o mundo, para uma nova vida, para alguém.
E negar-me a felicidade, porque não posso dar um passo adiante, se minha mão ainda segura coisas ao vento.
Eu quis me proteger por todo o tempo, e coloquei numa caixinha de música, onde apenas soa uma canção, que é da minha voz recitando minhas relutâncias.
Queria jogar-me na vida, como muito já fiz, porque dessa vez não há de ser como as demais…

Falta-me coragem!
Sobram-me assombrações de um passado não tão distante.

Permaneço, pensando.

Uma resposta para “Reflexões…”

  1. Solte no vento as coisas que você não precisa mais, coragem.
    Cante a canção que vem dessa caixinha de música, mas se lembre que se quiser, eu também posso cantar com você

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