Today…

Postado em July em Quarta-feira Dezembro 10, 2008 por July
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Hoje é um dia diferente, na verdade eu mesma não posso explicar o porque, mas é…
Não que tenha me ocorrido nada demais, nem mesmo em pensamentos…
O fim do ano se aproxima, e como é de costume, começam a vir a tona todas aquelas reflexões sobre o que se passou.
Mas eu que já passo o ano todo a pensar, a questionar-me, cobrar-me de porquês, não somente a mim, mas todos os quais se envolvem na minha vida de alguma forma.
Penso tanto, que sempre chego a mesma conclusão, não há porquês, não há verdades, não certezas, não existem respostas para as minhas perguntas, não há nada que saciei minha ânsia de tentar entender o que não há de ser compreendido.

Hoje estou diferente, calma, serena e sem pensamento flutuantes.
Estou estranha, mas essas estranhesa me faz bem! Faz-me sentir algo que a tempos não sentia.
É algo raro, mas que tenho a leve sensação que pode se tornar permanente.
Sabe, sinto-me leve, tranquila, longe daquele desespero habitual.
Confesso que no inicio da manhã tive uma certa ansiedade, que solucionei com um telefonema, não deveria mas o fiz!
O fiz sem culpa, e sem esperar por nada, apenas o fiz, e gostei, confesso que gostei!

As minhas lágrimas não partiram…
A tristeza momentânea também não!
Mas aprendi a lidar com os diversas situações, que já se tornaram rotineiras.
A sentir, sem dor.
A chorar, por desabafo, para sentir um alivio, aquele que sempre vem após a crise.

Comecei a observar ao meu redor, observar a ti.
A notar pequenos gestos…
A reparar no teu olhar, que antes por mim passava desapercebido, pois estava sempre de cabeça baixa, fugindo de ti, por algum motivo que não sei explicar, talvez não olhaste em teus olhos, por medo, medo de entregar-me definitivamente, num simples olhar!
Acabei por não ver o teu.

Cada toque, carinho, cada palavra, passeia sentir-te de forma completa, e entregar-me cada vez mais, acho que estavas passando pelo menos que eu… Confiei!
Fechei os olhos e lhe dei tudo de mim, minha verdade, meus sentimentos, minha vida.
Acho que estamos no caminho certo!

Estava a pensa, amadurecemos, eu também, isso é bom!
É conjunto, fizemos planos!
Pequenos planos, simples… mas é assim que eis de começar.
Planos se sermos felizes? Sobre o futuro? Sobre a eternidade?
Planos sobre tentarmos!

Fiz juras de amor à ti…
Nem sempre fui correspondida, em palavras ou atitudes;
Mas além do erro, existe o recomeço, o repensar, o mudar.
Eu aceitei…
A ti e tua forma de amar, o teu aprendizado, a tua evolução.

Preciso ser menos compulsiva, por ti, pelos meus sentimentos…
Não posso mais ter ter medo, de enfrentar a mim mesma, e minha solidão…
Essa insegurança, que me faz ser sempre impulsiva…
Obsessão em sentir o que não devo sentir…
Respirar, apenas isso, olhar para o horizonte e não pensar em nada…
E para que pensar no amanhã, se o hoje ainda não terminou…

Caos…

Postado em July em Sexta-Feira Novembro 28, 2008 por July
ironic
Essa confusão que tem me atormentado a dias, meses, e ruma a um ano…
Esse descompasso de passos, de sentimentos, de ações, de palavras de reações…
Essa instabilidade que me aflige, e ao mesmo tempo rege minha vida…
Essa insegurança, de quem não sabe onde pisar, porque se vê sem chão, sem caminho a trilhar…

 

Não é de hoje que sou assim, mas a cada dia que se segue, sinto que isso piora, como uma doença sem cura que tende a impregnar-me e transformar-me no meu maior medo.
Medo de não ser / ter nada!
Dentro dessa confusão de pensamentos que rodam em segundos minha mente, me perco!
Já não sei se o amo, se o odeio, se o mando embora, ou se sinto saudades!

 

Faço planos, de seguir em paz e só, e dentro da minha verdade é exatamente isso que quero!
E o que me impede então?
Sinto aquela vontade de falar, de ver, sentir, tocar, respirar…
Conscientemente sabendo que de verdade não queria mais, e como pode esses quereres serem tão opostos?!

 

Não pode, não são!
Não sei!

 

Quis deixar de pensar, de tentar entender o porque das coisas…
Quis guiar-me pelos meus sentimentos e momentos…
Continuei perdida…
Um pouco menos entristecida… talvez…
Mais forte… com certeza…

 

Já não sei o que pensar…
Só sei que não quero pensar…
Que quero deixar acontecer… sem premeditar meus próprios sentimentos…
Livrar-me dessa aflição… ansiedade que consome minha mente, alma e coração…
Desfazer-me de tudo isso, e até quem sabe de ti…

 

Seguir… sozinha…
Sem destino….
Apenas seguir.

Criação

Postado em July em Quarta-feira Novembro 19, 2008 por July
pointofinsanity
Esquecer-te…
Tão difícil, tão distante, tão complicado…
É lutar contra meus próprios sentimentos, contra minhas lembranças, contra meus anseios, contras as minhas esperanças infundadas, contra tudo aquilo que sonhei, é encarar a verdade, encarar-te, face a face e descobrir que não és o que quis que fosse, e perceber que criei um monstro!

Criei algo que não és, e que não consigo aceitar-te e quero-te a todo instante, mas não és tu que quero, é um outro alguém que achei que fosses, que senti que fosses, que as vezes reluto em ver, o que é cristalino diante de meus olhos!

Luto contra tudo que sou e penso, por ti…

E por qual motivo?

Para ter-te por alguns instantes, em memórias, em falsas promessas… em lágrimas…

Já não é amor, não é obsessão, é inconformidade, incompreensão…É a sensação do abandono… da perda do que nunca tive, é nada mais do que tudo que criei…E não consigo destruir!

Sometimes…

Postado em July em Sexta-Feira Setembro 26, 2008 por July
As vezes eu penso, que as coisas poderiam ter sido diferentes…
Se naquele primeiro instante que eu te vi, tivesse correspondido ao teu olhar…
Se nos dias que decorreram, eu tivesse correspondido as tuas palavras…
Mas estava cansada de incertezas, de arriscar-me pelo desconhecido…
Alguém como eu desprovido de racionalidade, em constante mudança de sentimentos… e habitualmente acostumado a sentir…
Mas talvez nada teria mudado, teríamos passado por tudo que passamos, apenas teríamos precipitado alguns momentos…
Nada do que houve, interefe entre nós, e jamais interferiu… apenas passou… fez parte da história.
As vezes me pego pensando, se em determinados momentos eu tivesse agido diferente como teria sido… e percebo que não teria! Não seria eu, não seriam meus sentimentos, e mesmo diante das minhas impulsidades, foram essas que me trouxeram o alívio quase sempre que imeditado.
Voltar no tempo seria divertido, poder mudar certas situações, certas palavras, certos olhares….
Mas não mudaria, a forma de pensar, nem de reagir ao acaso….
As vezes me pego relembrando o passado, e o reconstruindo a cada momento, a cada descoberta, buscando por finais felizes, praticamente inexistentes…
Mas ainda não há um final definitivo… estamos apenas construindo a história…. vivendo de momentos… e eu me apegando a detalhes, e esses cada dia mais confusos, cada dia mais eloquentes, cada dia me perturbam mais… deixando-me desnorteada, sem saber o que seguir…
As vezes, é preciso deixar que o tempo se encarregue elucidar-me…. e que o vento mostre o caminho….

Insanity….

Postado em July em Quinta-feira Agosto 28, 2008 por July
Quanto mais insana for tua mente, mais liberto será teu corpo…
Quanto mais libidinosos forem teus pensamentos, mais sentirá prazer em pensá-los, em planejá-los e por fim realizá-los.
Quando conseguires se abster das obviedades, e criares tuas regras, do teu jogo, o começar a jogá-lo, verás que o mundo, o teu mundo… vai além do qualquer um pudesses imaginar…
Liberta-te de tudo, de ti mesmo… e verás quem é de verdade…
Sentirá o que nunca sentiu… e esse desconhecido é o que surpreende e encanta.

Querer…

Postado em July em Quarta-feira Agosto 13, 2008 por July

Queria que estivesse aqui comigo,
Queria que compartilhasse deste meu momento,

Queria que segurasse minha mão quando preciso de ajuda,
Que enxugasse meu rosto quando as lágrimas que derramo o percorrem…
Queria me abraçasse num breve momento de solidão, e sorrisse ao ver-me sorrir…

Queria que notasses todas essas mudanças, que visses que tenho vida.
Que sinto dor, que sinto tristeza, que sinto-me melancólica diariamente…
Que sorriu a ver-te, e viro-me para que não veja as lágrimas que a ti pertencem, estas de alegria, de euforia, ansiedade, medo… confusão.

Sei de tantas coisas que quero, mas não sei se as quero mais, não momento em qual desejá-las, e o momento em que devo desprezá-las…

Queria esquecer-te, mas não pude!
Fui fraca, fui emotiva, irracional!

Te odiei até o último instante, por tuas palavras, por tuas atitudes, por ti seres quem é!
Tive raiva… angustia… tive algo tão ruim que não pude explicar!

Mas quis colo, quis atenção, carinho…
Quis algo que só tu poderias me dar… pois era de ti que queria… que precisava, que me acalmava…

E o que fizeste?

Fizeste de mim, por um momento feliz, me deste tudo que pedi… e eu sem saber o que fazer com isso, apenas fechei meus olhos…

E senti…

Confusão…

Postado em July em Quinta-feira Julho 3, 2008 por July
A quanto tempo já não estás mais aqui?
A quanto tempo já não sabes o que sinto, penso e falo de ti?
A quanto tempo já não te recordas do meu perfume, do meu olhar, do meu sorriso?
A quanto tempo já não faço mais parte de tua vida?
 
Perguntas essas que me faço incessantemente, e as quais não acho a resposta!
Mas como haveria de achar, se não encontro nem se quer a ti!
 
Apenas tenho recordações, intuições, suspeitas….
Não sei se tudo que se passou foi real, essa dúvida me surgiu a pouco tempo, quando eu aprendi, que tu eras passível da mentira.
Não sei também, se fostes verdadeiro, nos carinhos, beijos, abraços e olhares.
Se bem que nunca me olhastes muito, era sempre eu contemplando-te.
Sabe admirava algo que nem eu mesma saberia descrever, não havia nada em especifico, era apenas ti, e mais nada.
 
E sabes, uma tempestade passou por mim, atravessou-me e arrancou tudo que existia de bom por ti.
Vi o que meus olhos nunca quiseram ver!
Vi o que sempre fostes… e jamais quis admitir….
Sei de toda a verdade….
 
Mas ainda não sei… como fazer pra esquecer-te, e deixar de lado toda essa minha dependência, e vontade de estar contigo novamente.
 
Porque comigo és o melhor que poderia ser…
 
Mas não se vive em enclausurado em um quarto, não se vive apenas para um amor…
 
Vive-se por ele…

Esquecimento

Postado em July em Quarta-feira Junho 4, 2008 por July

Porque não olhas mais para mim como antes?

Porque não anseia me ver como antes?

Porque não dedicastes a mim, mais como antes?

Esconde-me dos outros, do mundo, de ti…

Trata-me como mais uma peça do teu jogo, aquela que irá surpreender-te, irá salvá-lo no momento que não tiveres mais o que jogar!

Faz de mim, o centro da tua vida, no momento em que não tens nada a viver, em que reduz tudo a um quarto vázio!

Abres pra mim, tua vida, teu passado, teus sonhos… Guarda comigo o segredo mais profundo que tiveres, confiando no meu sigilo!

Faz de mim teu porto-seguro!

Só não esqueças o caminho de volta…

Fizeste de mim uma parte constante do teu íntimo, mas esqueceste que tenho vida própria, pensamentos próprios, vontades próprias e que um dia posso partir!

Presença

Postado em July em Quarta-feira Abril 30, 2008 por July

És meu amigo,
meu companheiro,
meu namorado,
meu consolo,
meu ombro amigo,
minha vida,
meu amor!

És a palavra que gosto de ouvir,
a imagem que me agrada os olhos ver,
a sensação do tocar que gosto de sentir.

És tudo, e ao mesmo tempo és nada!
Não és, por não estar, por não fazeres, por não seres,
Nada além do que gostaria que fosse.

someday, somehow…

Postado em Pedro Tostes em Sábado Abril 26, 2008 por July

 

someday, somehow…

—-xx—-

eu sou sempre
definitivo até o próximo instante

e me consolido
ao ser o que não sou

a arte
é toda feita de contrastes
também
- a ourivaria do efêmero -

o sol é o mesmo
o amanhecer não

há algo que se rompe
e algo que se estanca
há revolução e calmaria
em cada olhar
que cruzo comigo

não há muito o que fazer
só resta acreditarno que é seu
e duvidar do mundo

(Pedro Tostes)